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SÓ UM POUCO DE FARINHA

  • Foto do escritor: Elias De Oliveira Junior
    Elias De Oliveira Junior
  • 16 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura

Ser chamado por Deus supõe um grande conflito interior.

Algumas pessoas entram em conflito diante da forte exigência do ministério, pois, sabem que terão que renunciar seus planos anteriores... algumas coisas já não cabem mais em suas vidas.

Eu e Katia não tivemos esse problema. Estávamos num momento de intensa paixão por Deus e querendo fazer de Sua vontade o centro de nossas vidas. Nada tinha tanto valor assim que não merecesse ser atirado à lata de lixo para que pudéssemos viver a aventura do ministério.

Mas havia, sim um problema a ser resolvido. Havia algo com que nos preocuparmos. O conflito surgiu em nossas mentes...

Quem éramos nós? O que tínhamos para oferecer?

Não se tratava meramente de abraçar a oportunidade de estar ali... havia algo mais em jogo, pois, se não tínhamos algo valioso a oferecer, não era certo aceitar a ideia de nos colocarmos no lugar merecido por outro. Se não tínhamos com que alimentar aquela igreja tão simples e tão frágil, como poderíamos nos atrever a ocupar a função de casal pastoral?

O que tínhamos em mãos?

Éramos inexperientes.

A igreja era pequena, mas o desafio era grande. Ela não ficava num local populoso, mas sim, perdida numa área industrial consideravelmente desabitada. Os obreiros (em sua maioria) estavam desanimados... alguns estavam de partida. Outros ainda saíram mesmo, mas voltaram, sentindo ser esta a vontade de Deus para suas vidas... Alguns, que hoje são obreiros maravilhosos, eram, na época, apenas adolescentes confusos.

Nem nós, nem nosso time parecíamos alguma coisa.

Confesso que por algum tempo o fato de estarmos tão escondidos parecia-me uma tremenda vantagem. "Assim temos tempo de nos desenvolver", pensava. Com o passar do tempo o lugar em que nos reunimos foi se tornando querido por outras razões, inclusive a de que não temos vizinhos que fiquem incomodados com nosso barulho!

Então senti-me como se fosse eu a viúva respondendo ao profeta: Tenho apenas um pouco de farinha... vou comer minha última refeição com meu filho, depois vamos morrer.

Jesus recebeu nossa insignificância (um pouco de farinha, cinco pães e dos peixinhos... uma vara... uma funda....) e fez o milagre.

Até hoje uma das cenas bíblicas que alimentam a imaginação dos membros de nossa igreja é a do Samá, com um pedaço de pau na mão, atrevendo-se a defender um campo de lentilhas da invasão dos filisteus.

Sim, somos o Samá, somos a viúva com um pouquinho de farinha, o garoto com poucos pães e peixes, o Davi com sua insignificante funda...

Mas Jesus recebe nossa insignificância e faz um milagre. Somos uma Igreja!


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