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UMA IGREJA DE PRIMEIRA

  • 16 de jun. de 2017
  • 1 min de leitura

Não consigo me esquecer da importância que o livro A Vocação Espiritual do Pastor, de Eugene Peterson, teve em meu ministério. Ajudou-me a eliminar as falsas expectativas que tinha a respeito da igreja. Ajudou-me a aceitar a igreja que estava ali diante de mim e a compreender a importância do trabalho do Espírito Santo e da paciente dedicação que isso exigia de mim.

Entendi que as pessoas não deviam ser tratadas como equipamentos numa linha de produção... que ao fim de um tempo pre-determinado por meu programa ministerial deveriam "funcionar". Pessoas não reagem assim. A pressão para que funcionem pode satisfazer o ego de um pastor com índole de gerente de produção, e nutrir seu orgulho com números num relatório... mas não atinge os objetivos espirituais e, assim, pode arriscar mais do que gostaríamos de admitir em longo prazo.

O trabalho paciente de cultivo, as conversas que deixam espaço para o outro respirar e até mesmo sair pensando ter entendido tudo (sem ter de fato compreendido a mensagem) mas que o encaminham para um aprendizado, como o de um solo em que se acabou de esconder uma semente... Foi assim que passei a ver a igreja, como um espaço de vida, de liberdade, de diálogo, sem muitas pressões, com uma intenção firme de assimilar o conceito de seguimento de Cristo em nosso contexto.

Hoje, ao ver pessoas despontando para o ministério, imbuídas de amor pela verdade espiritual das Escrituras, começo a sentir que valeu a pena não ceder às pressões do pragmatismo, nem comprar o pacote de produtos da última novidade ministerial.


 
 
 

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