SOBRE PERDOAR E CONFIAR
- 3 de dez. de 2019
- 2 min de leitura
Alguns nos bendizem em público e na nossa frente, mas nos maldizem em particular.
Os aduladores chegam a ser os piores inimigos de uma pessoa.
Precisamos aprender a esperar que alguém que nos bajula, também nos maldiga.
Como devemos agir quando percebemos a insinceridade numa pessoa?
Você talvez não seja o tipo de pessoa que admite sinceramente o que sente a respeito de outras. A maioria não é. A maioria demora a admitir que não confia em alguém. Isso se deve, normalmente, a um sentimento de mal estar por estar "julgando" alguém, sem conhecê-lo de fato.
O fato é que muitas e muitas vezes, captamos informações sobre as quais nada sabemos informar e dentro de nós se forma um sentimento sobre o que deveríamos fazer...
Como agir sem se colocar como um juiz do outro?
Bom, pare e pense que se você estivesse diante de um assassino ou ladrão e sentisse isso, mesmo sem saber dar uma explicação, seria prudente seguir seu instinto.
Se descobrisse que escapou de uma armadilha financeira, ou que se salvou de um espancamento, sentir-se ia aliviado e agradecido, e não concluiria que julgou o outro.
Parece mesmo que existem diferentes tipos de juízo.
Creio que quando Jesus nos ordena que não julguemos a ninguém, está nos orientando a não tratarmos as pessoas como se fossem imperdoáveis. Que devemos estar prontos a perdoar quem se arrepende e a não viver nos preparando para uma vingança... algo assim.
Temos que ser razoáveis aqui.
A falta de razoabilidade no discurso de muitos cristãos nos torna motivo de zombaria por parte daqueles que estão inseridos no mundo dos tribunais.
Quando tiver um mau pressentimento sobre alguém, tome uma decisão. Mas, quando pensar nessa pessoa, imagine-a como alguém por quem Cristo morreu e para quem Ele é a única salvação, assim como para você.
Não devemos nos julgar superiores perante Deus, ou, em contra partida, não devemos tratar o outro como se fosse inferior a nós, perante Deus. Mas, em relações que exigem confiança precisamos estar atentos aos sinais de má fé, pois, pode ser que esteja em jogo não apenas a nossa própria segurança, mas também a de outros.
Perdão se dá com base no valor do outro perante Deus, confiança se oferece com base no histórico da relação do outro para conosco. Um marido traidor deve ser perdoado olhando-se para seu estado perante Deus e para o que pode ser tornar pelo poder e amor de Deus. Mas, pode ser que não mereça mais a confiança devido a um histórico de reincidência. Podendo porém reconstruir a confiança ao longo de um tempo.
A falta de perdão não deve ser confundida com falta de confiança.
Porém, uma vez esclarecidas as coisas, a falta de perdão revelará um esquecimento da própria igualdade perante Deus, perante o qual, somos nivelados tanto por nossos pecados (igualmente ofensivos a Ele) quanto por Seu perdão (do qual igualmente dependemos).
Perdoe a todos.
Dê chances para as pessoas que erraram se emendarem. Lembre-se de que você não é Deus.
Seja claro quanto a questões de confiança, pois, não é sadio agir de outra maneira.





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