COMO JULGAR O MEU PRÓXIMO...
- 29 de jan. de 2021
- 3 min de leitura
Eu e você julgamos coisas, pessoas, ações, o tempo todo. Julgamos os jogadores de futebol, o presidente do país (e muitos o fazem como se jamais tivessem ouvido falar do amor de Cristo), julgamos o governador, o cônjuge, o vizinho, o cachorro do vizinho, o filho do irmão, etc. Quando alguém nos julga, ou julga a alguma pessoa que amamos, fazemos uso da máxima presente nos ensinamentos do Mestre que diz "não julgueis para que não sejais julgados". Apenas uns poucos entendem que Ele não estava proibindo ou restringindo a função de juiz, ou de policial. Apenas um número reduzido de pessoas chegam ao ponto de examinar esse princípio mais de perto para ver que o Mestre orienta e não proíbe o julgamento.
O que Jesus diz é que temos uma tendência enorme a errar em nossos julgamentos devido ao fato de avaliarmos as coisas pela sua exterioridade e pelas nossas impressões. Nossas impressões são imprecisões. Nossos limites perceptivos resultam em erros de julgamento em muitos assuntos.
Por isso Jesus diz "Não julguem segundo as aparências, mas, sim, segundo o reto juizo".
Trata-se de um julgamento espiritual, de avaliar as coisas a partir de uma perspectiva espiritual, valendo-nos de princípios espirituais.
Vou ser muito resumido aqui. Mas, medite sobre alguns desses princípios:
1- Devo ver o outro como criação de Deus - que é onipotente, onisciente, onipresente.
2- Devo ver o outro como sendo Imagem de Deus
3- Devo enxergar no meu próximo um filho de Deus
4- Devo deixar todo juízo das ações ou intenções do meu próximo nas mãos de Deus que é completamente justo e amoroso.
Não importa o papel que a pessoa esteja exercendo, nem se, do meu ponto de vista, ela esteja certa ou errada... se eu quiser julgar pelo Espírito, verei aquela pessoa segundo princípios espirituais.
Não importa se ela crê ou não em Deus, se tem ou não consciência de trazer em sua constituição a Imagem divina, nem mesmo se ela já compreendeu suas necessidades espirituais e o papel salvador do Senhor Jesus Cristo.
Meu olhar não pode depender de nenhuma destas circunstâncias.
Deixo o juízo das obras, das intenções e das convicções para Deus.
A mim cabe amar o meu próximo como a mim mesmo, e julgá-lo por meio de um padrão que eu mesmo suporte.
Você precisa aplicar isso a vizinhos, patrões, políticos dos partidos contrários às suas convicções políticas e por seguidores de outras religiões. Não pare até que esteja enxergando essas pessoas à luz do espírito... não pare até que perceba que as diferenças não fazem mais a menor diferença.
Tiago diz claramente que, o juízo será sem misericórdia para aqueles que não usaram de misericórdia.
O que ele quer dizer com isso? Que você se prende com a corda com que prende o outro. Você também se liberta no ato de libertar o próximo.
Uma prática simples é a de determinar-se a orar todos os dias por pessoas com quem não se tem um bom relacionamento, mas, ao orar, vê-las à luz de sua essência. Não é o momento de orientar Deus a mudá-las, nem de falar para Deus sobre seus erros. Você vai bendizer a criação de Deus, honrar sua imagem, fixar seus olhos no Filho de Deus.
Entenda o seguinte: orar é caminhar na direção de uma certeza espiritual, é trabalhar para que o coração e a mente fiquem impregnados, plenificados pela verdade espiritual, é mover-se abandonando a mente mundana até estar pensando com a mente de Cristo, é passar deste mundo para o Pai, por meio do Filho. Essa é a fé em Cristo. É para isso que devemos caminhar. É a isso que devemos chamar de Cristianismo, não no sentido de que estamos fazendo obras, mas sim, de que a vida está se manifestando em nós, de modo que como filhos da luz, estamos de fato andando na luz, no espírito.
Você também pode se valer de sua habilidade imaginativa e "ver" essas pessoas completamente transfiguradas, brilhando como o sol, ao lado de Cristo.
Bem, não importa o que escolha fazer, contanto que siga a instrução, pois, as palavras de Cristo são espírito e são vida.
Que o Senhor nos abençoe.







Comentários