MINHA MENSAGEM PARA O MUNDO
- Elias De Oliveira Junior

- 28 de jul de 2025
- 3 min de leitura
Todo pastor deixará uma mensagem para o mundo. De um modo ou de outro isso acontecerá. Quer isso se dê como a leitura que as pessoas farão de sua vida, que seja por seus livros, sermões, ou cartas. Pode ser que alguns pastores resolvam escrever uma carta específica para advertência de uns, consolo de outros, instrução de outros. É o que pretende este pastor.
E como sempre detestei perder-me em detalhes que não parecessem relevantes, vou tentar ser conciso e focado em alguns assuntos. Também não penso que irei gastar muito tempo em reedições desse texto.
Os crentes em geral, demoram muito para despertar para o dever de buscar os fundamentos de sua preciosa fé. A maioria o faz quando ela se encontra sob ameaça; outros, entregam os pontos e desertam da fé. E entre esses há os que passam para o lado antagônico e para serem críticos de carteirinha, que afirmam terem conhecimento da Bíblia.
Entre os crentes ocorre uma ilusória sensação de segurança baseada na fé e no fervor de seus pastores. Nesse caso, em geral os pastores estão buscando falar às suas mentes e levá-los a serem possuidores de uma fé inteligente, dedicados à transmissão da mensagem de salvação a outros.
Durante meus anos de pastoreio até aqui, tive muitas alegrias oriundas da manifestação de uma fé sincera em alguns membros de minha comunidade. Mas, de fato, existem aqueles membros que caminham a olhos vistos flertando com o mundo, brincando com a fé, lendo de malgrado a bíblia, alimentando a vã suposição de que não devem sacrificar a vida por causa de assuntos de fé.
Sei que o fanatismo, a falta de reflexão sobre o lado de lá da linha da fé, não são opções viáveis. Mas, tenho esperança de que os ministérios que realmente estejam servindo à vida nas Igrejas Locais, se tornem promotores de um cristianismo realmente vivo.
Durante os anos em que venho pregando para a mesma comunidade, sofri alterações tanto na organização e transmissão de meus sermões como na temática dos mesmos. Ultimamente tenho procurado pregar utilizando não uma estrutura focada na transmissão de um assunto (embora isso aconteça). Meu esboço se baseia na estrutura da relação entre o comunicador e o ouvinte. Raramente apresento o texto bíblico no começo da pregação. Eu estudo o texto e sua mensagem, procuro transportar seu ensino para nossos dias e lhe dirijo perguntas que o façam tocar as questões do nosso tempo. Também faço perguntas que me ajudem a me conectar à problemática tratada pelo texto. Essa é a base de meu trabalho e o que fez com que as pessoas começassem a entender e se identificar com minha pregação.
As perguntas que o mundo dirige à igreja são uma fonte de controvérsias por si só. Como é difícil identificar uma verdadeira pergunta de uma colocação capciosa. Quando ouço os crentes dizendo: nossa igreja não está preparada para receber as prostitutas, ou a comunidade lgbt etc, fico com um misto de compaixão e preocupação. Por que?
1- Os crentes tem uma certa prontidão a assumirem a culpa pela falta de frequência em suas reuniões
2- Em nosso tempo, existe uma tendência antiautoridade que faz com que os próprios membros de igrejas culpem seus pastores por qualquer conduta que soe retrógrada por parte da igreja
3- Normalmente a discussão ocorre ao gosto do diabo, com os defensores de uma permissão baseada na graça acusando aos demais de serem religiosos e não cristãos.
4- Quem foi que criou a antítese entre fé cristã e religião. Quem começou com essa conversa sobre ser cristão e não religioso? A discussão ao modo bíblico é sobre a verdadeira e a falsa religião. A palavra religião é preciosa. Já era trabalhoso distinguir a verdadeira da falsa e vem alguém e joga o conceito inteiro na lata de lixo. Sempre lamento isso.
5- Outro ponto que me preocupa é que sempre que alguém se demonstrar firme sobre algum ponto de moral, de certo ou errado, alguém, do lado de lá, conseguirá fazer o uso sempre capcioso e desonesto do conflito entre Jesus e os religiosos de seu tempo para justificar seu posicionamento (mais bíblico, mais de acordo com a "graça"). Quantas vezes vi pastores caindo nessa armadilha. Como se não houvessem Simeões e Anas e membros de diversos grupos entre os judeus, realmente interessados na mensagem de Cristo. Essa tendencia a forçar a barra está sempre entalada na garganta dos que consideram que a graça não leva a uma vida de crescimento em santidade.
6- Crentes devem lembrar-se que algumas pessoas já aprenderam a usar de astúcia fazendo com que comecemos a discutir sobre se a salvação é pela graça e pelas obras.





Comentários