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Religião: Uma Terra de Ninguém?

  • 13 de out. de 2020
  • 3 min de leitura

O que é uma Igreja? Que valor tem a Bíblia? O que é Deus?

Quem pode responder a perguntas como essas?


Tenho visto uma atitude em muitos círculos que tira completamente das mãos dos pastores e de qualquer um que se encaixe na categoria de conservador, ou que se possa chamar de fundamentalista, o direito ou a competência para definir o que seja a Igreja ou qualquer outra coisa pertencente à fé. Não que isso se restrinja a assuntos cristãos ou judaicos, mas, sendo a cultura judaico cristã o alvo principal dos ataques, e sendo eu um pastor cristão, não acho injusto que me atenha a ela.


1- Nossa cultura vive uma relação estranha de amor e ódio para com a autoridade. Na verdade uma relação de conveniências. Ela detesta a expressão "é proibido", odeia mandamentos que se oponham à hegemonia da vontade individual, mas, proíbe e ataca com ferocidade qualquer vontade individual que contrarie suas pressuposições, suas escolhas. 2- Nossa cultura também se opõe ao discurso cristão das evidências históricas e lógicas da ressurreição de Cristo, combate ferozmente a supremacia das Escrituras como regra de fé e prática, mas, preocupa-se em desenvolver um discurso que se esconde atrás de uma estrutura lógica, mas, que não aceita um exame acurado de suas premissas. Na verdade a luta não é pelas evidências que justifiquem ou neguem uma afirmação, mas sim, por votos, por adesão popular. Uma cultura de difamação em que as pessoas querem acima de tudo um momento de fama. Lançam acusações contra quem quer que seja numa rede social, e justificam-se apelando para o direito de expressão. Não se incomodam em estar arruinando a reputação de pessoas de bem encontrando um ponto que seja para externar uma opinião que incrimine tal pessoa.

3- Nossa cultura rejeita o que é óbvio totalmente movida por interesses pessoais. Chesterton disse que ia chegar o dia em que teríamos que provar que a grama é verde. Parece que esse dia chegou. Chegou o dia em que temos que provar que humano é humano, que pedra é pedra. Vivemos sendo contestados e não podemos contestar. Valores familiares e religiosos são atacados sem misericórdia, sem escrúpulos e sem dar aos atacados o direito de se pronunciar por tempo suficiente de se fazer entender. Estamos beirando a loucura.


Desvaneceram-se em seus discursos. Julgando-se sábios tornaram-se loucos.

Querem testar um modelo social sem garantia nenhuma

Estão encantados com os avanços tecnológicos ao ponto de se esquecerem de suas raízes

Há um interesse generalizado pelo fim das disputas religiosas... porque não levam a sério os fundamentos de qualquer religião. Sim, os que tentam fazer os religiosos se entenderem, normalmente o fazem por considerarem todos uns coitados que precisam de misericórdia e tempo para superarem suas crenças infantis em um juízo futuro, ou num estado pós-morte de sofrimento ou condenação.


Enfim, a religião é tratada como uma terra de ninguém... ou melhor... uma terra sobre a qual todos, menos os religiosos, tem direito de se pronunciar. Todos, menos os religiosos, entendem. Todos, menos os que estudam a fundo as bases de sua própria fé podem se pronunciar com alguma autoridade.

Não é estranho que para contestá-los se apele para outras autoridades? A autoridade de um ateu doutor em ciências da religião, a autoridade de um psicólogo, ou de um teólogo que tenha se apartado de seu grupo por defender opiniões contrárias às que antes embraçava.


Não é assim que tratamos as demais áreas como direito, biologia, física, neurologia... Cada área tem seus especialistas. Cada área tem suas delimitações e pontos de contato com outras áreas... Caso um físico se pronuncie sobre algo que compete ao campo da biologia, algum doutor em biologia que conteste tal opinião se levantará para desacreditá-la. E todos concordarão que por estudar mais sobre o tal assunto, tem ele a autoridade, devendo seu parecer ser adotado.

Bom, penso que para teólogos as coisas não se resolvam com tanta facilidade devido ao objeto de sua pesquisa. Como então devem se comportar os cristãos em relação a esse posicionamento cultural? Penso que a melhor maneira seja estudar a fundo e seguir sinceramente a Cristo, cumprindo a Grande comissão, respondendo as perguntas que lhes são dirigidas, orando constantemente para que a misericórdia de Deus leve a humanidade por um caminho que a salve do colapso do qual Ele sempre procura nos livrar, mas para o qual caminha um mundo que insiste em quebrar Suas leis e em desprezar Sua graça.




 
 
 

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